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Charis
- O Correio da Graça
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A NOVA JERUSALÉM, A ESPOSA DO
CORDEIRO
Londrina, agosto de 2024
“E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças
cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a
esposa, a mulher do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte,
e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. E
tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima,
como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente” Apoc. 21.9-10.
A visão que Deus deu a João, quando a última trombeta soar,
é de uma cidade que descia do céu, da parte de Deus, no novo céu e nova terra,
depois que a primeira terra e o primeiro céu passarem. Essa terra em que
vivemos está reservada para o fogo, até o juízo final e a perdição dos homens
ímpios (II Pedro 3.7). Quando vier o juízo final, o grande trono branco, já não
haverá mais essa terra. Também diz que não haverá mais lugar para eles, para os
ímpios. Depois dos mil anos, depois que Satanás for solto e conseguir seduzir
as nações para subir contra os santos e o governo do Senhor, descerá fogo do
céu e consumirá a todos (Apoc. 20.7-8). E o grande trono branco decidirá a
eternidade dos que só foram ressuscitados na segunda ressurreição, porque os
que participaram da primeira ressurreição não entrarão nesse juízo (João 5.24),
porque já tem a vida eterna e já possuem corpos glorificados. A salvação no
espírito, e no corpo já foi completada neles.
Então, depois que cada um for julgado, no juízo final,
aquele que não estiver escrito no livro da vida será lançado no Lago de Fogo;
essa é a segunda morte (Apoc. 20.15). Todos os que não foram achados escritos
no livro da vida foram lançados no Lago de Fogo, e todos os que forem achados
escritos, chamados salvos entrarão para o novo céu e nova terra. Mesmo os que
só foram ressuscitados na segunda ressurreição terão corpos que não estarão
mais sujeitos à morte, porque aí o último inimigo que é a morte já foi vencido
por Jesus: “Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e
quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque
convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés.
Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte” I Cor. 15.24-27.
O Senhor fala isso quando se refere ao novo céus e nova
terra: “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte,
nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”
Apoc. 21.4. Todos no novo céu e na nova terra viverão eternamente, mas em dois
lugares distintos: as nações, chamada de nações dos salvos (T. Fiel) e a Nova
Jerusalém. Essas nações não podem ser confundidas com as nações que estarão no
Seu governo no milênio. São nações, mas aquelas permanecerão apenas por mil
anos. Os habitantes dessas nações são aqueles 1/3 dos habitantes que
permaneceram vivos após o juízo vindo pelas trombetas e as taças da ira de
Deus. Mas essas serão pessoas normais, com corpos físicos ainda sujeitos ao
pecado e a morte, como são os homens atuais.
Mas as nações que estarão no novo céu e nova terra, como diz
Apocalipse 21.4 permanecerão eternamente. Os habitantes dessas nações terão
corpos imortais, porque não haverá mais morte. Como dissemos anteriormente, a
morte foi vencida por Jesus. Dali em diante não haverá mudança, porque após a
criação desse novo céu e terra tudo permanecerá eternamente. São chamadas de
nações porque permanecerão em suas etnias, aquelas quando nasceram nesse mundo,
aos quais Jesus comprou com o seu sangue. Homens de toda tribo, língua, povo e
nação.
Na Nova Jerusalém não haverá templo (Apoc. 21.22), mas no
milênio vemos um templo a qual se refere Ezequiel capítulo 40 em diante. Se
você verificar lá verá que as medidas deste templo de Ezequiel são diferentes
do templo de Salomão. Isso para não confundirmos a Jerusalém do milênio
(terrena), para com a Nova Jerusalém no novo céu e terra. Também não se refere
ao templo que possivelmente (?) será reerguido por Israel antes da volta de
Jesus, já que esse templo terá as dimensões do templo de Salomão. Então se
entende que este templo será o templo construído para o governo do Senhor nesta
Jerusalém terrena no milênio.
Nesse tempo as nações deverão subir para Jerusalém para
adorar, e as Escrituras se referem a nações inclusive que existem hoje, por
exemplo o Egito: “E acontecerá que, todos os que restarem (aqueles 1/3 que não
morreram com o juízo das trombetas e das taças da ira) de todas as nações que
vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o Senhor dos
Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos. E acontecerá que, se
alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém (terrena), para adorar o
Rei, o Senhor dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva. E, se a família dos
egípcios não subir, nem vier, não virá sobre ela a chuva; virá sobre eles a
praga com que o Senhor ferirá as nações que não subirem a celebrar a festa dos
tabernáculos. Este será o castigo do pecado dos egípcios e o castigo do pecado
de todas as nações que não subirem a celebrar a festa dos tabernáculos”
Zacarias 14.16 19.
Percebe-se que no milênio as nações terão acesso a
Jerusalém, onde haverá um templo. As nações serão regidas com vara de ferro, e
por causa ainda do pecado nos homens, “parece” que haverá sacrifícios, festas,
como no tempo de Israel e da lei. Vara de ferro se entende que é a lei, e a
festa dos tabernáculos também tem referência a lei, mas a conotação dessa festa
é para todos: “A festa dos tabernáculos celebrarás sete dias, quando tiveres
colhido da tua eira e do teu lagar. E, na tua festa, alegrar-te-ás, tu, e teu
filho, e tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita, e o estrangeiro,
e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas. Sete dias celebrarás a
festa ao Senhor teu Deus, no lugar que o Senhor escolher; porque o Senhor teu
Deus te há de abençoar em toda a tua colheita, e em todo o trabalho das tuas
mãos; por isso certamente te alegrarás” Deut. 16.13-16.
Aqui percebemos que o milênio Jesus governará como homem. O
homem que desceu do céu como diz Hebreus 2.7-9: “Fizeste-o, por um pouco, menor
que os anjos, de glória e de honra o coroaste [e o constituíste sobre as obras
das tuas mãos]. Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés. Ora, desde que
lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Agora, porém,
ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas; vemos, todavia, aquele
que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus...”
Então vemos essas nações que estarão no milênio, e que
deverão subir a Jerusalém, mas no novo céu e nova terra, os habitantes delas
não irão subir a Jerusalém porque não poderão entrar. As nações que estarão
fora dos muros e das portas da cidade não terão acesso a ela. Lá o Senhor não
estará mais reinando como homem, mas como Deus (Apoc. 21.3). Essas são as
nações que Isaías profetizou: “Levanta-te, resplandece, porque vem a tua luz, e
a glória do Senhor vai nascendo sobre ti; porque eis que as trevas cobriram a
terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a sua
glória se verá sobre t i. E as nações caminharão à tua luz, e os reis ao
resplendor que te nasceu. Levanta em redor os teus olhos, e vê; todos estes já
se ajuntaram, e vêm a ti; teus filhos virão de longe, e tuas filhas serão
criadas ao teu lado” Isaías 60.1-4.
A visão que Isaías teve nesta profecia também é descrita na
visão que João teve em Apocalipse capítulo 21, nos versos 23 e 24 quando diz:
“E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque
a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada. E as nações dos
salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e
honra”. Aqui vemos a diferença clara entre os habitantes do novo céu e nova
terra, de todos os salvos: As nações, chamadas nações dos salvos (Versão Fiel)
e a cidade, a Nova Jerusalém. Nova porque a antiga não existe mais; nem ela nem
a terra que ela estava edificada. Então é clara a diferença entre os salvos que
são a esposa do Cordeiro, para com os salvos que estarão nas nações, os outros
salvos. A esposa tem a luz e a glória do Senhor, mas as nações não. Ela, como
diz a profecia acima de Isaías, precisará sair para levar a luz para aquelas
nações, porque essas nações estarão cobertas de trevas e escuridão, porque
nesse novo céu e terra não haverá sol, nem lua neste novo céu.
(“Talvez”) por isso Jesus chama esse lugar de trevas
exteriores. Trevas porque as nações em si mesma não possuem luz. Necessitará
que os habitantes da cidade saiam e levem a luz que provém do Senhor para elas.
Por isso a cidade tem 12 portas, três para cada lado: norte, sul, leste e
oeste. Os habitantes da cidade, que é a esposa do Cordeiro precisam sair para
levar a luz, e também as folhas da árvore da vida que são para a cura ou
remédio, a qual as nações não têm acesso, porque não entram na cidade. A única
parte da árvore da vida que as nações terão são as folhas: “E mostrou-me o rio
puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do
Cordeiro. No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore
da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da
árvore são para a saúde das nações” Apoc. 22.1-2.
Temos que meditar um pouco sobre esse assunto porque é muito
importante entender essa diferença entre os salvos. A partir da criação desse
novo céu e terra, a Nova Jerusalém será como uma capital dela. Sua altura,
largura e comprimento será de 2.200 quilômetros. Seria uma distância como da
cidade São Paulo a Teresina no PI. Mas as Escrituras não indicam a extensão
dessa nova terra. Como já vimos ela terá 12 portas, e um muro de
aproximadamente 65 metros de altura.
Mas onde se deu essa diferença entre os salvos, se todos,
como nos mostra a parábola das dez virgens, começam iguais? O homem é
constituído de três partes: corpo, alma e espírito. A sua queda foi total,
portanto, a salvação é tripartida. Começa pelo espírito com a regeneração,
passa pela alma que é a renovação, a santificação, e termina com a redenção do
nosso corpo. Quando olhamos para a parábola das dez virgens, vemos que todas
tinham óleo na lâmpada, que segundo Pv. 20:27, é o espírito do homem, a botija
a alma, e o despertar do sono a ressurreição. Sim, porque a parábola das dez
virgens se refere aos santos que dormiram em Cristo, e a parábola dos talentos,
dos que estiverem vivos na sua vinda. Naquelas 10 virgens, tanto a salvação no
espírito, e a redenção do corpo foram iguais. Todas foram regeneradas, nasceram
de novo, e todas receberam um corpo glorificado. A salvação do espírito e a
redenção do corpo.
Essa é a promessa do Senhor. Todos, num momento como diz
Paulo em I Cor. 15:52, num átomo como diz no original serão ressuscitados, e os
que estiverem vivos serão transformados. Os ressuscitados primeiro e depois os
que estiverem vivos. Essa palavra é usada por Paulo porque um átomo não pode
ser dividido. Não haverá vários momentos, nem meso dois momentos, mas apenas
um, em que os mortos ressuscitarão primeiro, e depois os que estiverem vivos
transformados na Sua vinda (Uma única vinda). Quanto à ressurreição, as
Escrituras se referem a duas: a primeira quando Ele vier, e a segunda depois
dos mil anos de governo dEle nesta terra (Apoc. 20:5). E a primeira
ressurreição será dos que são de Cristo. As Escrituras não dizem da diferença
entre os salvos nessa primeira ressurreição. Não faz distinção de vencedores e
não vencedores, fiéis e infiéis, de prudentes e insensatos, mas em ser de
Cristo: “Porque assim como todos morrem em Adão, TODOS serão vivificados em
Cristo. Mas cada um na sua ordem (veja a ordem): Cristo as primícias, depois os
que SÃO DE CRISTO, na sua vinda” I Cor. 15.22-23. Não vai ficar nenhum que seja
de Cristo para traz.
E isso se prova pelo penhor do Espírito, pelo selo de Deus.
Então a salvação no espírito, e a redenção do corpo estão garantidos para todos
quantos o receberam, e que são de Cristo, mas a alma não. A salvação da alma é
um processo que se dá durante toda a vida do cristão. Como diz Pedro, é
alcançada no fim da nossa fé (I Pd. 1.9), ou como disse Jesus: “Aquele que
perseverar até o fim” (Mat. 24.13). Esse é o ensino do livro de Hebreus, onde
mostra a peregrinação do povo de Deus desde a entrada no deserto, iniciada no
capítulo 3, até a Nova Jerusalém no capítulo 12, no novo céu e terra. A tão
grande nuvem de testemunhas dos que venceram pela fé, no capítulo 11, dos que
ficaram prostrados no deserto, nos capítulos 3 e 4.
Esse livro não nos engana, ao contrário, nos mostra que na
caminhada haverá os que com perseverança caminham até o fim. Combatem o bom
combate, correm a carreira e guardam a fé, e dos que ficam prostrados no
deserto. Dos que se deixam vencer pelo mundo, pelo pecado, e não tem as suas
almas tratadas, salvas. Um vencedor sabemos que herdará todas as coisas. Comerá
do fruto da árvore que estará no paraíso de Deus (Apoc. 2.7), jamais sofrerá o
dano da segunda morte (Apoc. 2.11). Receberá um novo nome escrito numa pedrinha
branca (Apoc. 2.17), e essa pessoa será uma coluna no templo de Deus, que é a
Nova Jerusalém (Apoc. 3.12), se assentará com Ele no seu trono de governo
(Apoc. 3.21), e fará com que tenha poder sobre as nações e as governe (Apoc.
2.27). Mas e os que não vencerem?
Não está escrito, mas está dito como sentença que os que não
vencerem, não entrarão na cidade, não comerão da árvore da vida, sofrerão o
dano da segunda morte (o dano, não a segunda morte, o Lago de Fogo que veremos
em seguida), não receberá um novo nome, nem estará escrito na cidade, o que
seria o seu passaporte, e muito menos governará com o Senhor, mas serão
governados.
Mas o que o Senhor fará com uma alma não salva? O que essa
pessoa estará perdendo caso tenha procurado ganhar a sua alma, e não perdê-la
por amor ao Senhor? Essa pessoa morreu fisicamente, e não perdeu a sua vida.
Sim, porque a santificação que se dá na alma, é necessário a operação da cruz.
A salvação do espírito e do corpo o Senhor o fez e fará pelo seu poder, pela
obra que Ele fez na cruz, na sua cruz, mas da alma não. Cada um tem que
desenvolvê-la com temor e tremor (Fil. 2.12). As virgens insensatas morreram
insensatas e despertaram insensatas. A
ressurreição não nos fará melhor na alma. Uma alma não salva será não salva
pela eternidade.
E não pensemos que quando despertarmos do sono seremos
melhores, ou teremos um tempo para sermos tratados depois na nossa alma. A
porta se fechou para as virgens insensatas, e estará fechada pela eternidade
também no novo céu e nova terra. Elas, como Esaú e muitos outros irão chorar: -
Abre-nos Senhor! Retorne o meu direito de primogenitura! Senhor, não
profetizamos em teu Nome, não fizemos muitas maravilhas, não expulsamos
demônios? Do choro virá o ranger de dentes, porque o Senhor dirá: Nunca vos
conheci, apartai-vos de mim vós que praticais a iniquidade, e não haverá mais
volta.
Porque está escrito: Ao homem está ordenado morrer uma só
vez, vindo depois disso o juízo (Hb. 9.27). Porque todos irão comparecer
perante o tribunal de Cristo, o tribunal familiar, não no juízo eterno, mas
para julgar o que foi feito no corpo, o bem e o mal (II Cor. 5.10). No corpo
quer dizer: No tempo que vivemos nesse mundo, não depois. Isso também fala
Pedro quando diz que Jesus pregou o evangelho até aos mortos, para que eles
fossem julgados o que fizeram no corpo, quando estavam nessa carne, o que fizeram
quando viveram nesse mundo, ainda que estivessem diante dEle em espírito (I Pd.
4.6).
Uma alma não salva, ainda que tenha sido salva no espírito e
no corpo, não completou a salvação. E essa salvação não depende só do Senhor,
mesmo que Ele tenha nos dado o penhor do Espírito. É necessário que cada um
primeiro negue a si mesmo, depois tome a cruz a cada dia, e então segui-Lo.
Essa cruz o Senhor providência para nós a cada dia, para que por essas
providências, as aflições, as tribulações, as perseguições, os abatimentos
supram para nós o morrer cada dia; sempre e por toda parte o qual temos que
levar. Mas muitos não querem. Eles querem ganhar as suas almas e não perdê-la.
Querem viver das bençãos, da prosperidade, de gozar do mundo, das suas seduções
e deleites, o gozo do pecado, do que sofrer como povo de Deus. Desejam um mundo
melhor para gozá-lo.
E isso é o que Satanás mais engana o povo de Deus. Ele não
pode tirar a salvação no espírito a que foi dada, a quem creu. Não pode evitar
a redenção do corpo. De que o cristão receba um corpo glorificado, mas pode
impedir que a salvação se complete na sua alma. Que esse cristão alcance a
salvação da sua alma, a salvação que há em Cristo com glória eterna. E a
salvação da alma nada mais é do que a sua vontade, suas emoções, afetos e bens
renunciados ao Senhor, isto é, não mais eu, mas Cristo. Eu perdi a minha vida,
e agora sou do Senhor. Vivo para Ele, e só para Ele. Isso é uma alma salva, uma
santificação, uma vida totalmente rendida ao Senhor. E esse é o trabalho de
Deus em todos nós desde que começamos a carreira cristã: “E ele morreu por
todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que
por eles morreu e ressuscitou” I Cor. 5.15.
Todo ensino da palavra, todo o tratamento de Deus, suas
disciplinas e providências é com esse intuito. Mas como nos ensina Hebreus,
todos começam bem, mas nem todos terminam. Muitos ficam pelo caminho. São
seduzidos pelo engano do diabo, da mesma forma que ele tentou Jesus, mas que
não caiu na sua esparrela. Ele nunca pecou, porque é Santo. Santo é aquele que
não pensa em si mesmo, não busca os seus próprios interesses, não pratica
iniquidade, mas equidade. Tudo o que faz não é um benefício próprio, mas em benefício
de todos. E assim também é o Pai, e o Espírito Santo. Ninguém vive para si, nem
mesmo busca o seus próprios interesses. É para isso que fomos comprados com o
seu sangue: “A igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo
Jesus, chamados para serem santos...” I Cor. 1.2.
Somos chamados para ser de Deus, e não de nós mesmos. O
pecado levou-nos a viver para nós mesmos, e nossa alma, cheia de inquietação,
por causa do pecado, se uniu à carne e pensamentos, para fazer a vontade delas.
A buscar satisfação própria, e se rebelar contra Deus. Ela se coloca no trono,
e Deus como o seu servo. Essa é a nossa alma, e se não a odiarmos como disse
Jesus, não iremos querer nos livrar dela, de ser salva dela. Mas agora vem a
pergunta novamente: O que o Senhor fará pela eternidade com uma alma que não se
deixou salvar. Não deixou que o Espírito operasse a mortificação?
Agora você poderá entender a diferença dos salvos no novo
céu e terra! Os que entram na cidade chegaram a estatura de varão perfeito. A
salvação se completou nesses, no seu espírito, alma e corpo. Chegaram à
salvação que há em Cristo com glória eterna. Serão semelhantes a Ele. Esses são
chamados a esposa do Cordeiro. Esses são os que foram escritos no Livro da Vida
do Cordeiro, e não somente no Livro da Vida. Esses serão reis e sacerdotes
sobre a terra, mas os outros não. E o que o Senhor fará com esses que estarão
ainda sem a salvação completada, doentes na alma?
O que o Senhor fará com as virgens insensatas, com os
mordomos infiéis, com os que foram profanos como Esaú, com os servos infiéis,
com os que viveram em iniquidade, buscando os seus próprios interesses, mas
eram filhos de Deus? O Senhor proveu um remédio para eles, para as suas almas
não salvas: A folha da árvore da vida. Sim, porque esse remédio, ou cura não
será para o espírito, porque ele esteve pronto desde a sua regeneração, nem
para o corpo, porque ele será glorificado, semelhante ao corpo de glória do
Senhor, mas para a alma.
Uma alma caída, não salva, não tratada é como uma
enfermidade não curada. Não será um remédio que uma vez que se tomado traz cura
instantânea, mas como um remédio continuo, de mês em mês (Apoc. 22.2). E a
palavra no original é “terapia”. Como viver com uma alma doente, que nunca é
curada. Uma ferida não curada. O Senhor, que é riquíssimo em misericórdia, e
médico dos médicos, e não deixaria esse sofrimento eterno, e então proveu esse
remédio, para que as nações tenham saúde na alma. Essas folhas serão como um
ansiolítico para depressão. Por isso irmãos, o nosso remédio hoje é a cruz,
cada dia, para que não precisemos daquele lá na eternidade. Uma alma salva é
uma alma curada.
Voltando à Nova Jerusalém, em cada porta haverá um anjo
guardando, da mesma maneira como aconteceu no Jardim do Éden para que o homem
não tomasse da árvore da vida. A cidade tem muros e tem portas como vimos, para
dividir o povo que estão nas nações que também são chamados povo de Deus e os
habitantes da cidade (Apoc. 21.3). Somente os que estão escritos no Livro da
Vida do Cordeiro poderão entrar nela, os que receberam um novo nome (Apoc.
21.27). Portanto, temos o livro da vida, de todos os salvos, e o livro da Vida
do Cordeiro, que é o livro dos vencedores, dos que tem os nomes escritos na
Nova Jerusalém: “A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde
jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do
meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o
meu novo nome” Apoc. 3.12-13.
Jesus usa essa palavra “vencedores” para diferenciar a
qualidade de um salvo. O que vence, e o que é vencido pelo mundo, pelo Ego,
pela carne, pelo pecado. Paulo também usa essa expressão quando se refere ao
atleta em uma corrida (I Cor. 9.25). Os que recebem a coroa, seja de glória, da
justiça, da vida são os vencedores. O apóstolo Pedro também usa essa expressão,
mas da forma negativa: “Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções
do mundo pelo pleno conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, ficam de
novo envolvidos nelas e VENCIDOS, tornou-se-lhes o último estado pior que o
primeiro. Porque melhor lhes fora não terem conhecido o caminho da justiça, do
que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado. Deste
modo sobreveio-lhes o que diz este provérbio verdadeiro; volta o cão ao seu
vômito, e a porca lavada volta a revolver-se no lamaçal” II Pedro 2.20-22.
Essa é aquela qualidade de cães que não entram na cidade,
como também os impuros como Esaú, os idolatras que são os avarentos, os
feiticeiros que são os obstinados, rebeldes ou desobedientes, os homicidas que
exerceram juízos e falta de perdão aos irmãos, os adúlteros que tentaram ao
Senhor e que também não cuidaram da mulher ou homem da sua mocidade (Apoc.
22.15). Esses são os que não uniram a fé Aquele que lhe falava, e não se
esforçou para entrar no repouso de Deus como diz Hebreus 4. Novo céu e nova terra
é o repouso de Deus. Somente os que amaram a Deus e guardaram os seus
mandamentos, ou algumas versões que diz que lavaram as suas vestes no sangue do
Cordeiro, isto é, se apresentaram com vestes brancas diante dEle poderão entrar
na cidade pelas portas, e ter o direito de comer da árvore da vida (Apoc.
22.14). Jesus quando usa essa expressão “ao que vencer”, às sete igrejas de
Apocalipse, todas elas remetem ao novo céu e nova terra, e a Nova Jerusalém.
Por exemplo: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às
igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no
paraíso de Deus” Apoc. 2.7. Ao que vencer entrará na cidade, porque a árvore da
vida estará na praça da cidade, entre as duas margens do rio que saem do trono
de Deus que estará na cidade. A cidade é uma figura do tabernáculo, ou do
templo. Ela será como o santo dos santos eternamente. Fora da cidade apenas o
átrio. Como na desobediência de Israel que o povo perdeu o sacerdócio e de
entrar no santuário por causa do bezerro de ouro no deserto, e só uma tribo
passou a servir no santuário, na Nova Jerusalém será o mesmo.
Apesar de todos os salvos serem feitos sacerdotes, por causa
da desobediência, da mesma forma, só os vencedores exercerão o sacerdócio e o
reinado sobre as nações. É importante haver as nações, porque senão o Senhor
não teria a quem governar, mas elas não deveriam ter nenhum filho de Deus. Mas
ela não estava no propósito eterno de Deus para os seus filhos, só para os que
fossem salvos pelas suas obras, e pela bondade e misericórdia de Deus. Como o
Lago de Fogo que não foi criado para o homem, mas para Satanás e seus anjos, as
nações seriam o lugar para habitação dos que pela bondade e misericórdia de
Deus seriam salvos através do grande trono branco, do juízo final.
Sim, porque no grande trono branco muitos serão salvos,
pelas obras como está escrito. Por exemplo: “Os ninivitas ressurgirão no juízo
com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de
Jonas. E eis que está aqui quem é maior do que Jonas. A rainha do sul se
levantará no juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da
terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui quem é maior do
que Salomão” Mateus 12.41-42. Então, o que o Senhor fará com os ninivitas no
dia do juízo? O que o Senhor fará a rainha de Candace no juízo? Lançarão todos
no Lago de Fogo? Não! Esses seriam os habitantes das nações e não os filhos de
Deus, mas por causa da sua vida tola, insensata na carreira cristã, e não
desenvolveram a salvação das suas almas, estarão fora da cidade, nas nações
como vimos. Serão como o filho pródigo que gastou todos os seus bens neste
mundo. Não deixam de ser filho, mas não herdarão o reino de Deus.
O próximo texto diz: “O que vencer, de modo algum sofrerá o
dado da segunda morte”. O que vencer não sofrerá, mas o que não vencer sofrerá
o dano da segunda morte. Creio que por isso Jesus chama de trevas exteriores.
Para isso temos que entender sobre o que Jesus está falando. Não se refere a
segunda morte, que é o Lago de Fogo, mas uma parte, o dano dela. Para isso
temos que ler II Tess. 1.7-9: “...alívio juntamente conosco, quando do céu se
manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo, e tomar
vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de
nosso Senhor Jesus; os quais sofrerão, como castigo, eterna perdição, banidos
da face do Senhor e da glória do seu poder”.
A segunda morte é uma eterna perdição, e sabemos que será no
Lago de Fogo, mas ela traz mais um dano: “banidos da face do Senhor e da glória
do seu poder”. Esse é o dano da segunda morte para os não vencedores. É como
Jesus disse aos que lhe chamam Senhor, mas Ele não os conhece por viverem em
iniquidade, e são apartados por Ele da sua presença. Eles não sofrerão a
primeira parte, a perdição eterna, mas somente a segunda parte, o banimento da
face do Senhor: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a
Deus” Mateus 5.8. “Segui a paz com todos, e a santificação (salvação da alma),
sem a qual ninguém verá o Senhor” Hb. 12.14.
As virgens insensatas, o mordomo infiel, o servo infiel, os
obreiros que praticavam iniquidade com o Seu Nome, os filhos do reino que
ficarão de fora, o amigo que não tinha vestes nupciais, o servo incompassivo,
os que não seguiram a paz com todos e a santificação, os profanos como Esaú que
vendem o seu direito da primogenitura, os que se deixam tomar a sua coroa, os
que não perderam a sua vida (alma), que não negaram a si mesmo e tomaram a
cruz, os que andam na carne, e outros mais que o Senhor exorta sofrerão o dano
da segunda morte. Serão banidos da face do Senhor e da glória do seu poder. Estarão
fora do reino milenar, e depois fora da Nova Jerusalém.
Somente os que entram na cidade poderão servi-lo, e ver a
sua face: “E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o
trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. E verão o seu rosto,
e nas suas testas estará o seu nome” Apoc. 22.3-4. Temos que lembrar que os
habitantes das nações não entrarão na cidade, e, portanto, nunca verão a face
do Senhor. Estarão banidos da face, da presença, da glória do Senhor, do reino,
do sacerdócio, de comer do fruto da árvore da vida. De certa forma as nações
participarão de tudo isso, mas não diretamente, mas através dos reis e
sacerdotes que serão os habitantes da cidade, ou que são a esposa do Cordeiro.
Eles é que levarão a luz do Senhor para as nações (Apoc.
21.24), como também as folhas da árvore da vida para remédio, ou cura, ou
terapia como vimos anteriormente. Os reis levarão e trarão a glória das nações
para o Senhor que estará no trono, dentro da cidade, mas os habitantes das
nações não o verão. O Senhor não sairá do trono e percorrerá as nações, porque
o seu trono estará nela, na cidade, cercada por muros e portas que não se
fecharão, mas que terão anjos que as guardam para que não entre nela os que não
estão escritos no Livro da Vida do Cordeiro, os vencedores.
Todos são o seu povo, todos estarão debaixo do seu governo,
por isso os socorrerá com a luz e com as folhas da árvore, mas haverá uma
diferença do seu povo que estarão nas nações e da Sua esposa. A sua esposa terá
todo acesso a Cristo e sua Glória: “E levou-me em espírito a um grande e alto
monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.
E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima,
como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente” Apoc. 21.10-11. Não só o
Senhor terá glória e luz, mas ela, a cidade também terá através dEle. Ele
transpassará sua luz e glória por ela, e ela será como um diamante que não a
retém, ou impede que a luz toda passe por ela. Será uma pedra preciosíssima.
Essa é uma salvação superior, uma salvação completada, sem impureza. Sem rugas,
nem manchas, nem coisa semelhante, mas santa.
Não uma simples salvação. Se a salvação se desse de forma
total na regeneração, Paulo não diria que ele trabalhava e sofria para que os
irmãos tivessem uma salvação com glória eterna: “Portanto, tudo sofro por amor
dos eleitos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus
com GLÓRIA ETERNA” II Timóteo 2.10. Ou como diz o apóstolo João, com inteiro
galardão: “Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes
recebamos o inteiro galardão”. Ou como diz o livro de Rute 2.12; um pleno
galardão: “O Senhor retribua o teu feito; e te seja concedido pleno galardão da
parte do Senhor Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar”; como também
Pedro aos que fazem firme a sua vocação e eleição no pleno conhecimento de
Cristo: “Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e
eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. Porque assim vos será
amplamente concedida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo” II Pedro 1.10-11.
O galardão é algo a mais que a nossa salvação no espírito. A
salvação no espírito é pela graça. Não fizemos nada para obtê-la, apenas crer. Aqui
o galardão é do Senhor, do penoso trabalho da sua alma. Quando se refere ao
pleno, ou inteiro galardão, está falando do que iremos ser recompensados por
aquilo que perdemos, na salvação da nossa alma, e esse pleno galardão é Ele
mesmo: “...Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão inteiro
galardão” Gen. 15.1. Se nossa salvação se completar, na alma também, então Ele
será o nosso pleno galardão, caso contrário não. Não veremos a sua face. O
Senhor não pode recompensar aquele que não perdeu a sua vida por amor dEle.
Salvação da alma é testemunho daquele que o ama, que perdeu a sua vida; não
amou a si mesmo.
Para ser a esposa do Cordeiro é necessário vestir-se com
obras de justiça. Comprar ouro refinado no fogo, vestes brancas, ter andado nas
obras que Deus preparou de antemão para cada um. Por isso será necessário
passar pelo fogo, para que a obra de cada um seja provada. Se for ouro, prata e
pedras preciosas, as obras que são edificadas sobre Cristo, o fundamento,
receberemos galardão, recompensa, do contrário será um prejuízo. Não estará em
jogo a salvação, porque o fogo não a tirará de ninguém. A salvação permanecerá,
mesmo que não permaneça nenhuma obra (I Cor. 3.12-15).
Retornando às igrejas em Apocalipse, mais uma vez o Senhor
diz: “Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim
como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono” Apoc. 3.21. Não podemos
nos esquecer que a partir do momento que o reino for dado a Jesus, na última
trombeta, tanto Jesus como os santos do Altíssimo, e aqui Jesus se refere
somente aos vencedores, se assentarão com Ele no seu trono. Essa referência a
qual Jesus diz não é apenas ao reino milenar, porque uma vez que Ele começar a
reinar, o seu reino não terá fim, será eterno. Ele começa a reinar no milênio,
mas o seu reino entra para a eternidade; entra para o novo céu e nova terra.
Não nos enganemos que os que não reinam com Ele no milênio
poderá de alguma forma reinar depois com Ele na eternidade ou no novo céu e
nova terra. Portanto, todos que começarem a reinar com Ele no milênio, reinará
com Ele por toda a eternidade. Por isso, os que não vencerem jamais reinarão:
“Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do
céu um como o Filho do homem; e dirigiu-se ao Ancião de dias, e o fizeram
chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos
os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que
não passará, e o seu reino tal, que não será destruído... Mas os santos do
Altíssimo receberão o reino (o receberão no mesmo tempo do Senhor), e o
possuirão para todo o sempre, e de eternidade em eternidade... E o reino, e o
domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos
santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o
servirão, e lhe obedecerão” Daniel 7.13 14, 18, 27.
Veja que o Senhor afirma categoricamente que será um reino
eterno, de eternidade a eternidade, que não terá fim. Esses domínios, como
podemos lembrar, em ambos os tempos, seja no milênio, ou seja, no novo céu e
nova terra será sobre as nações. Lembrando novamente que não podemos confundir
as nações do milênio com as nações do novo céu e nova terra. As nações no milênio
não são de pessoas salvas, mas do novo céu e terra sim. No milênio elas serão
formadas de ímpios também, mas as nações do novo céu e nova terra não, somente
de salvos, os que estavam escritos no Livro da Vida.
Então vemos a importância de ser um vencedor. A expressão
“vencedor” é daqueles que sua alma, sua vida, seu EU foi tratado pela cruz. O
vencedor é aquele que tem a salvação completada: espírito, alma e corpo estarão
irrepreensíveis na vinda do Senhor e Salvador Jesus Cristo (I Tess. 5.23).
Aqueles que desenvolveram a sua salvação e por isso estarão escritos no Livro
da Vida do Cordeiro, e serão a esposa do Cordeiro. Jesus é o Alfa e o Ômega, o
princípio e o fim, mas também são as outras letras do alfabeto. Quando olhamos
para a Nova Jerusalém, o propósito eterno de Deus consumado vemos o Senhor como
o Ômega. Quando olhamos para o propósito eterno de Deus antes da fundação do
mundo, Ele está como o Alfa.
Mas é na nossa caminhada que se dão as outras letras do
alfabeto conosco e com a Igreja, com a sua noiva. Porque todo salvo faz parte
da sua noiva, mas somente os vencedores serão a sua esposa. Isso vemos
claramente explícito por Jesus na parábola das dez virgens do capítulo 25 de
Mateus, dos versos 1 ao 13, que já citamos. Todas eram virgens, todas tinham o
óleo na lâmpada, todas dormiram, todas acordaram e todas foram ao encontro do
noivo. Todas despertaram pelo chamado do noivo, todas saíram ao seu encontro,
mas só as prudentes entraram para as bodas, para o casamento, para a intimidade
do esposo. Para as insensatas a porta se fechou eternamente. Ficará apenas a
folha para remédio da sua insensatez de uma alma não tratada, não salva.
Muito importante notarmos os outros textos das Escrituras
para não fazermos confusão. Nessa parábola Jesus é claro em ensinar que se
refere às suas bodas. As bodas que o Pai quis fazer para o seu Filho, que nos
fala no capítulo 22 de Mateus. Isso nos mostra claramente o propósito de Deus
antes da fundação do mundo, prefigurado em Adão e a mulher, ao casamento, ao
mistério que Paulo fala em Efésios 5.31 e 32. As bodas será em sua volta, e a
Nova Jerusalém é a consumação desse mistério, desse propósito de Deus em criar
o homem e dar uma esposa idônea para Jesus.
Então temos que notar o texto de Apocalipse 19.7 para
entendermos também quando que a esposa estará pronta: “Regozijemo-nos, e
alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já
a sua esposa se aprontou”. Então não haverá outro tempo para a esposa se
aprontar. Ela deverá estar pronta para o esposo e isso se dará no seu retorno
como Jesus diz na parábola das dez virgens: “Vigiai, pois, porque não sabeis o
dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir” Mateus 25.13. Ele relacionou
claramente a sua volta a este evento. Jamais podemos desassociar as suas bodas
da sua volta, como se a volta fosse num tempo, e suas bodas em outro. Por isso
irmãos, o tempo para ser um vencedor, para se preparar como esposa é agora, no
tempo que vivemos neste mundo, e o limite de tempo é a nossa morte física, ou o
retorno do Senhor.
Viver uma vida cristã insensata ou prudente é agora; fiel ou
infiel é agora. Se aprontar é agora, vigiar é agora, vestir-se de linho fino é
agora, durante o tempo da nossa peregrinação. Quando nossos olhos se fecharem
nesse mundo, ou no caso de o Senhor retornar, nos apresentaremos a Ele como
terminamos a carreira. Não haverá um tempo futuro para nos arrependermos e nos
prepararmos. Não haverá salvação para as nossas almas depois. As virgens são
chamadas pelo Senhor de prudentes ou insensatas pela vida que tiveram aqui
antes de dormirem, porque quando despertaram, que se refere à ressurreição, a
primeira ressurreição, se apresentarão ao Senhor como dormiram, com ou sem óleo
na botija, ou na vasilha, em suas almas.
Esse óleo extra adquirimos na nossa caminhada com o Senhor.
Ela se refere à vida do Senhor em nós. Menos de nós, e mais de Cristo, que é a
própria vida do Senhor pelo Espírito. Isso é salvação da alma. Se o espírito do
homem é a lâmpada do Senhor, e o óleo nela e a luz que vem por ela é o Espírito
do Senhor, o óleo extra da vasilha também se refere à vida do Senhor pelo
Espírito. A imprudência é nós nos acomodarmos apenas com a salvação no nosso
espírito, como as insensatas fizeram, que não deixa de ser eterna, que dá
participar da primeira ressurreição, a qual não tem poder a segunda morte, mas
não dará o direito a entrar para as bodas, para ser a esposa do Cordeiro e
participar com Ele do reino e toda a glória dEle, e entrar na cidade pelas
portas.
Somente para aqueles que tiveram uma vida prudente no
Senhor, se enchendo do Espírito, perdendo a sua vida (alma). Crescendo na graça
e no conhecimento de Cristo, negando a si mesmo e tomando a cruz cada dia.
Tendo intimidade diária com o Senhor, buscando em primeiro lugar o seu reino e
a sua justiça, lhe será dado o direito de entrar com Ele para as bodas:
“Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a
salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna. Palavra fiel é esta: que,
se morrermos com ele, também com ele viveremos; se perseverarmos, também com
ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; se formos infiéis, ele
permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” II Timóteo 2.10-13.
No novo céu e nova terra, a primeira visão que João dá é da
Nova Jerusalém descendo, gloriosa, preparada para o seu esposo, como diz
Apocalipse 21. Ela não será outra, senão a mesma que entrou com Ele para as
bodas, antes do milênio. O Senhor virá e descerá para ela. O trono do Senhor
estará nela. Ali vemos a comunhão plena do Senhor e sua esposa. Quando vemos
ela descrita com os seus muros, portas, praça, rio, vemos se completar esta
palavra: ”Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos”
Efésios 5.30. A cidade e o Senhor serão um só, como uma só carne. Tudo o que
Ele tem, ela terá. Não será como no tabernáculo e no templo, que a glória do
Senhor estava só nEle, pela presença dEle. A Nova Jerusalém terá a glória dEle.
A sua esposa terá a sua imagem e semelhança, e serão indivisíveis, como um só.
Gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e
irrepreensível.
Imprudente, infiel, tolo, são adjetivos de um cristão que
anda em si mesmo, satisfazendo a si mesmo, não servindo em sua mordomia,
andando dissolutamente, negligenciando os seus mandamentos, enterrando o seu
talento e etc... O Senhor virá e com Ele o seu galardão para dar a cada um
segundo a sua obra. É necessário que Ele julgue, tanto a Casa de Deus como cada
ser humano. Deus lhe deu o poder de julgar. O julgamento começará por nós, pela
Casa de Deus como diz Pedro. A sentença final para esta Casa, para os filhos de
Deus se dará no tribunal de Cristo, e a sentença final para o restante da
humanidade se dará no grande trono branco. Uma vez dada a sentença Ele não
tornará atrás. Não haverá outra oportunidade, ou outro julgamento para ambos.
Nem mesmo um tempo para que se restaure alguma coisa, mas será eterna.
Não se engane, ou se deixe enganar pela voz do enganador. As
virgens também foram insensatas quando pensaram em adquirir o óleo depois que
despertaram, mas não havia mais chance; a porta se fechou eternamente para
elas, como também a vida de plena intimidade com o Senhor, o que como noiva
ainda não pode ter, mas como esposa terá. A sentença mais triste para qualquer cristão
na caminhada eterna será: “Não vos conheço, apartai-vos de mim”. Isso é o que
perdemos. Isso é a perda do galardão. Não perdemos a salvação; não vamos para o
Lago de Fogo, mas sofreremos o dano da segunda morte se vivermos como as
insensatas. Se quisermos ganhar a nossa vida (alma) agora iremos perder essa
vida depois. Se perdemos essa vida agora, por amor ao Senhor; sim, porque quem
ama o Senhor é conhecido dEle (I Cor. 8.3) ganharemos depois. Quem ama o Senhor
guarda os seus mandamentos, esse salvar-se-á. Esse terá a plena intimidade de
esposa e a presença eterna do Senhor. Isso é alguém que completou a sua
salvação no espírito, alma e corpo.
As nações são de salvos, mas perderão a presença e a
intimidade do Senhor. Parte dos habitantes das nações ouviram essa expressão do
Senhor: “Aparta-te de mim. Não vos conheço”. Parte porque muitos dos habitantes
das nações como vimos passarão pelo grande trono branco e entrarão no novo céus
e nova terra, porque o Senhor julgará a cada um segundo as suas obras, e
sabemos que há gentios que sem lei fazem de coração o que a lei diz, como
também não podemos nos esquecer das crianças, dos abortos e etc... Todos nós
iniciamos a carreira cristã iguais, e durante nossa caminhada somos exortados,
tratados, admoestados, e nos movimentamos como insensatos ou prudentes diante
desses avisos, das exortações do Senhor.
Podemos viver uma vida insensata durante um tempo, mas podemos
ao ouvir Aquele que nos disciplina e ama, nos arrepender e ordenar a nossa vida
e viver de forma prudente, ou também vice-versa. Muitos que corriam bem se
desviaram da verdade, pecaram voluntariamente, amaram o mundo, amaram sua vida
mais que ao Senhor, e não perseveraram. E outros que corriam mal, se
arrependeram pelo chamado do Espírito e ordenaram a sua vida no Senhor. Mas o
importante é como terminamos a nossa carreira. Não como os que ficaram
prostrados no deserto, os desobedientes. Ou ao contrário, como os da fé, que
perseveraram até o fim; deixaram todo o embaraço, e todo o pecado que os
assediava e olharam firmemente para Jesus.
As Escrituras, que é a Palavra de Deus não deixa nenhuma
dúvida sobre as demandas do Senhor, por isso não podemos relativizá-la, nem
mesmo diminuir o peso com que ela é dita. Seja o nosso falar sim sim, e não
não, porque o que passa disso é de procedência maligna. Só ele, o diabo, desde
o princípio faz isso com as Escrituras; ou a diminui ou a potencializa. Por
isso temos que receber a Sua Palavra como criança, na simplicidade e pureza de
uma criança, como está escrito, sem acrescentar ou tirar algo. E lembre-se: que
Ele não é homem para mentir, nem filho do homem para se arrepender. Porventura
tendo Ele dito não o fará? Ou, tendo Ele falado não o cumprirá? (Nm. 23.19). Em
Nome de Jesus. Amém.
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A vida cristã é muito mais que ter um local de reunião, ter um nome, e
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